Buscar

Hepatite viral: saiba o que é e como se prevenir

O mês de julho serve como conscientização para a campanha do Julho Amarelo, uma ação mundial para lembrar a importância da prevenção contra a Hepatite Viral. O dia 28 é o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais em homenagem ao aniversário do cientista e ganhador do Prêmio Nobel, Baruch Blumberg, que descobriu o vírus da hepatite B. As hepatites são inflamações do fígado, um dos principais órgãos do corpo, responsável pelo armazenamento, pela liberação, síntese e metabolização de diversas substâncias. As hepatites podem ser autoimunes, causadas por vírus, bactérias e agentes tóxicos, ou até mesmo devido ao uso de alguns medicamentos, álcool e outras drogas.


Tipos mais comuns


Entre as hepatites de maior incidência, estão as causadas por infecções virais, sendo divididas em tipo A, B, C, D (Delta) e E. As hepatites virais são a segunda maior causa de morte entre as doenças infecciosas, depois da tuberculose. Porém, são evitáveis, tratáveis e, no caso da hepatite C, curável. No entanto, mais de 80% das pessoas que vivem com hepatite carecem de serviços de prevenção, testagem e tratamento. Cerca de 57% dos casos de cirrose hepática e 78% dos casos de câncer hepático estão relacionados às infecções pelos vírus de hepatites B e C.


De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, mais de 70% dos óbitos por hepatites virais são decorrentes da hepatite C.


Causas

As hepatites A e E se propagam de forma feco-oral, por meio de água e alimentos contaminados. Já as demais hepatites (B, C e D) são consideradas doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e podem ser contraídas por meio de relações sexuais desprotegidas, transfusões de sangue, transmissão vertical (durante a gestação, parto ou até mesmo a amamentação) e pelo compartilhamento de materiais infectados, como os perfurocortantes.


Prevenção

Os tipos A e B têm vacina e ambas estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, quem se vacina para o tipo B, também se imuniza contra o tipo D, já que a replicação do vírus da hepatite delta ocorre pela coinfeccção do vírus HBV. Para os demais vírus, não há vacina. Por isso, há a necessidade de ainda mais atenção com os cuidados de prevenção e diagnóstico precoce.

Sintomas

Os casos infecciosos de hepatites nem sempre apresentam sintomas. Quando estes estão presentes, podem ser: fadiga, dores musculares e nas articulações, dores e inchaços abdominais, perda de apetite, náuseas, febre baixa, urina escura, olhos e pele amarelados. As principais complicações estão relacionadas com os quadros crônicos da doença, causados principalmente por diagnósticos tardios e/ou tratamentos inadequados. Portanto, é fundamental a realização de testes que possibilitem a detecção precoce do vírus, assim como o acompanhamento da efetividade do tratamento, tanto por meio do monitoramento da carga viral, como pela análise de mutações virais que podem causar resistência aos medicamentos utilizados.


Leia também: Referência em doenças do fígado e vias biliares


Diagnóstico

Exames de sangue são úteis para identificar o tipo de vírus causador da hepatite porque a sorologia pode detectar e diferenciar as hepatites A, B, C, D ou E. Além da sorologia, são muito indicados os exames que determinam o funcionamento do fígado, tais como as transaminases AST e ALT (enzimas intracelulares que atuam catalisando diversas reações, principalmente no fígado).



mulher com muita dor no fígado

Fontes:

Ministério da Saúde DB Molecular Secretaria Municipal de Saúde de Salvador

Portal Cura.